Se existe uma coisa chamada memória corporal, o corpo de Romeu poderia escrever um livro. Grande. Grande como os braços de Romeu, que seguram firme o apoio da condução. Braços que nunca esqueceram os anos passados carregando tijolos.
Nos braços de Romeu, a história escrita a tinta: uma sereia, uma âncora, o mar que ele nunca viu. A história que Romeu queria ter vivido é bem diferente da que está escrita nas rugas ao redor de seus olhos. A lista de coisas que aqueles olhos cinzas nunca esqueceram é infinita, mas bem ali no começo, e depois no meio e depois várias vezes em linhas diferentes tem um nome que chama a atenção: Lindalva.
Cada pelinho de Romeu lembra dos arrepios causados pelas unhas de Lindalva. Cada dente em sua boca lembra da textura da pele de Lindalva. Cada célula em seu fígado lembra dos porres tomados para esquecer Lindalva. Em vão.
O corpo de Romeu nunca esqueceu do corpo de Lindalva.
O rosto de Lindalva nunca esqueceu o peso da mão de Romeu.
7 comentários:
Demais!!!!
Você tá realmente demais amor!! keep going.... não vejo a hora de ler outros personagens!
<3
Mto bom thata.
'dorei..
Tá fechando muuuuuuito bem esses textos :)
beijo!
c tá ficando boa de verdade nisso moça
oi pessoas!! brigaduuuu! beijos!
Muito bom, muito bom!!
parece até roteiro de filme cult!! hehehehehe
bJoss
Muitoooooo bom...
Adorei o elemento surpresa que finalizou o texto...
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