14.9.05

Orquestra da Chuva

Ouçam, senhoras e senhores,
já ruflam no céu os tambores
que chamam de trovejada.

Escute, menino atento,
pelas frestas da janela
o violino do vento.

Não tarda e já vem a água
pingo
a
pingo
Transformando em teclado
nosso telhado de zinco.

Gotas de chuva, trovão
raios e ventania.
A tempestade aplaude
esta bela sinfonia.

(Prá criança que tem medo da chuva que mora dentro de cada um de nós. E especialmente prá minha vó, que se esconde debaixo da cama em dias nublados.)

8 comentários:

Thata disse...

E eu achando que vc nem passava por aqui...Que bom que vc gostou da poesia, ainda tenho um pouco de vergonha de postar meus poemas, mas eles são o que mais tenho produzido ultimamente, entaum fico incomodando os amigos com essas coisas hehehe. Oh, plís, volte mais vezes e não deixe de comentar...fico tão feliz com as suas aparições!

Anônimo disse...

vergonha de postar poemas, dona thata? tsc tsc tsc
vc deveria se envergonhar de NÃO publicá-los, tá? :)
amei, de paixao

e eu nao tenho medo de temporais, a menos q esteja na rua, sem guarda chuva, com várias árvores por perto (alias, li hoje q o brasil é um dos países onde mais caem raios O_o)

bêjo

Anônimo disse...

eu tenho medo de tempestades, principalmente quando eu estou dormindo e parece que está chovendo e caindo raios exatamente em volta da minha cama, os ruídos ficam tão mais altos quando você fecha os olhos...

(outro dia eu disse pra Dani que estava com medo... a chuva fazia tanto barulho!)

seu poema me reconfortou!

agora quando chover vou pensar em música... =)

bjocas

Thata disse...

Ai, Micola, é a sua cara pensar em música, não sei como vc não pensou nisso antes (e num sei pq to respondendo aqui e não no msn...)

Carol, eu adoro chuva, principalmente tempestades com raios, acho um espetáculo. Mas tenho muito medo de trovão, herança da minha vó medrosa. E já me conformei com meu destino de chegar em casa encharcada...terra da garoa, neh...

Anônimo disse...

Eu também fiz um post sobre chuva, você viu?
Ah, respondi seu comentário, vê lá.
kisses

Anônimo disse...

Thata, eu adoro poesia, mas não tenho a graça e a singeleza que encontrei nos dois poemas seus que conheço.
Este de agora está lindo também! Como vc tratou bem o assunto, associando os ruídos da tempestade com os sons de uma orquestra. E tudo abordado com muita propriedade
Obrigada, menina, por esta tormenta tão surpreendente.
Beijinhos.

Thata disse...

César, eu vi, eu vi...

Ana, já respondi seu e-mail, já aceitei, etc e tal...Adorei a idéia!!

Maga, esta poesia é para minha vó, mas pode pegar ela pra vc tb. Fiquei encantada com o carinho que suas netas demonstraram no seu blog. Vc deve ser uma delícia de avó! (é uma delícia de pessoa, isso já percebi!)

Anônimo disse...

Eu curto muito tempestades.
Já subi no terraço de uma casa em que morei para admirar uma tempestade elétrica.
O poema foi suave e gostoso que nem uma "nha benta" - pô, foi mal, não estou poético hoje, mas o teu escrito me lembrou infância que me lembrou coisas boas que me lembrou uma tia que sempre me dava nha bentas... êh "celebro" humano.